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Mrs. O Around The World é Ana Silva O’Reilly, a portuguesa que vive em Inglaterra e é autora de um dos blogues de referência em viagens de luxo. Ana Tomás foi perceber o que é essencial para se ter uma experiência de 1.ª classe A internet e as agências estão cheias de oportunidades, promoções, escapadelas e outras formas de se viajar sem gastar muito dinheiro. Há quem, no entanto, aposte no oposto e prefira um guia onde as mochilas, os hostels e os voos low cost saem de cena para entrar no roteiro a 1.a classe, o conforto, o requinte, e, quase sempre, um orçamento bem maior. O Mrs. O Around The World, da portuguesa Ana Silva O’Reilly, é uma referência internacional nos blogues que se dedicam às viagens de luxo e parte de uma ideia aprendida cedo. “A minha mãe sempre disse que se for para sair de casa tem de ser para um sítio melhor.” É com esta frase, que também serve de mote à página, que são sugeridos os destinos, a melhor forma de ir, os melhores alojamentos, os melhores cruzeiros ou as melhores estâncias de esqui. E melhor aqui é sinónimo de subjectivo, já que as dicas de Ana Silva O’Reilly são pessoais e baseiam--se nas suas próprias experiências. “Falo só das minhas viagens, da minha perspectiva pessoal, e não pretendo ser objectiva de forma alguma. No meu blogue, os artigos que escrevo reflectem a minha opinião e gostos muito pessoais.” Informações detalhadas, sobretudo acerca de hotéis e voos, e inspiração são o que os leitores procuram. “Às vezes basta alguém lembrar-nos um sítio para querermos ir. Vi o episódio sobre Istambul do Anthony Bordain e nesse dia decidi que ia regressar a essa cidade”, exemplifica. Planear e priorizarA definição de prioridades e o planeamento antecipado podem fazer a diferença em viagens que, por serem de luxo, são muitas vezes descartadas face ao custo que podem implicar. Não se criem ilusões de que o dinheiro não importa, mas, tal como noutras coisas, também vem a propósito a máxima de que não traz necessariamente felicidade. “Depende tanto... Uma das viagens recentes de que mais gostei e repeti foi à Herdade do Vau, no Alentejo, onde um fim-de-semana com refeições incluídas fica por volta de 200-250 euros por pessoa. Ao mesmo tempo fiz a viagem de Veneza-Londres no Expresso do Oriente e custa dez vezes mais.” O próprio conceito de luxo é adaptável, não só ao destino mas em função do que se procura. “Não é o custo de uma viagem que a torna melhor. É a conjugação do lugar com as características de cada experiência.” Ainda assim, e seguindo a orientação de quem só viaja em modo classe conforto, há coisas que são imprescindíveis para dar à viagem o número máximo de estrelas na classificação. Uma boa cama e saber onde comer são pontos essenciais. “Custa-me ouvir pessoas dizerem que se come muito mal em Espanha. Se for na praça principal da cidade com menus com fotografias, claro que não se come bem.” Escolher com antecedência é outro dos segredos de viajar em grande estilo. Quem quiser fazê-lo nesta altura do ano “já vai tarde”, avisa a blogger. “Regra geral marco as viagens depois do ano novo, em Abril. Todos os meus amigos se riem, mas a verdade é que nos últimos 15 anos sempre fui a sítios óptimos e bem marcados, com óptimos preços.” Não é de admirar por isso que Ana Silva O’Rilley tenha já escolhido o seu destino para dar as boas-vindas a 2015. “Vou passar o ano novo em Campeche, no meio do nada, no México.” Partimos, então, daqui e partilhamos as escolhas da autora para o próximo Inverno.  Descobrir  CampecheNão nos atrevemos a sugerir alojamentos nem a antecipar-nos às conclusões de quem é especialista Levantamos apenas um pouco do véu sobre o destino, um dos 31 estados do México. A capital é Património Mundial da Unesco, conservando os vestígios da colonização espanhola, embora a região tenha igualmente construções da civilização maia. Na fronteira oriental da região encontra-se a Reserva da Biosfera de Calakmul, a maior área protegida do país. As praias, no golfo do México, completam o cenário paradisíaco e são vários os hotéis e resorts que oferecem acesso directo.  O Val d’Isere e a magia da neveÉ um dos habituais destinos de Inverno de Ana Silva O’Rilley. A estância de esqui nos Alpes franceses faz parte das sugestões do blogue e além da prática desportiva oferece outros motivos de interesse, como o recentemente renovado Chalet Lhotse, um complexo hoteleiro localizado no coração do Val d’Isere, que combina o requinte com a decoração alpina e o ambiente acolhedor dos chalets de montanha. Uma semana (sete noites) num chalet, usufruindo de todas as comodidades e serviços personalizados, pode custar entre 26 600 euros e 100 mil euros, dependendo da época. Mas há preços para bolsas mais modestas. Para manter o nível classe A e a premissa da boa mesa, a blogger aconselha uma passagem pelo restaurante La Solaise, onde destaca “as especialidades de peixe e o cuscuz de borrego marroquino”. Sítio obrigatório é também o La Folie Douce, “um clássico” local, escolhido pelo jornal “Telegraph” como um dos dez melhores restaurantes de montanha do mundo.  Índia, uma estreiaAna Silva O’Reilly vai à Índia, pela primeira vez, em Fevereiro, “o que será muito interessante”, antevê. Enquanto não chegam as impressões da experiência da blogger, seguimos a sua máxima e traçamos um roteiro a partir de Bombaim e centrado no Taj Mahal Palace. Situado junto a vários símbolos emblemáticos do património da cidade, o hotel de cinco estrelas é um marco por onde passaram marajás, a realeza europeia, políticos e estrelas de rock. Apesar dos reveses – foi alvo de um atentado em 2008 – o edifício, do início do século xx, é um exemplo de contraste com a zona envolvente, pela sua sumptuosidade e luxo, dispondo de um variado leque de comodidades para os hóspedes.  Maldivas, o paraíso azulO grupo de ilhas do Índico tem sido um dos locais de visita recorrente de Ana Silva O’Reilly e oferece-se como uma alternativa a quem queira fugir do frio da Europa nos meses que se avizinham. Resorts construídos em madeira, sobre a linha de água, spas com todo o tipo de tratamentos para relaxar, num cenário de vários tons de azul, são os atractivos de um pedaço de paraíso que pode custar entre 1600 e 5500 euros por pessoa (viagem e alojamento).

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