O fato de segurança máxima estava curto e deixava os pulsos a descoberto, denuncia o médico que tratou Teresa Romero durante segunda-feira, até à transferência para o Hospital Carlos III, ao início da madrugada de terça-feira.

Juan Manuel Parra escreve, numa carta a que o jornal El País teve acesso, que só às 17h00 é que ele e os enfermeiros encarregados da doente vestiram o equipamento de segurança máxima - fato de macaco, máscara, óculos, dois pares de luvas e cobertura para os sapatos. Só a essa hora é que lhe foi transmitida a possibilidade de estar perante um caso de ébola.


Hospital Carlos III, Madrid© DR/Madrid Regional Health Authority Hospital Carlos III, Madrid
Desde o primeiro momento em que esteve com Teresa Romero, que Juan Manuel Parra encarou a situação como suspeita. Eram 08h00 e a doente tinha já os primeiros sintomas: erupção cutânea, dores musculares e mal-estar.

O médico vestiu o fato de primeiro nível de segurança - uma bata impermeável, dois pares de luvas, um gorro e uma máscara cirúrgica. Um equipamento que vestiu e despiu mais de uma dúzia de vezes.

Nas horas seguintes, a doente piorou consideravelmente e Juan Manuel Parra avisa que é preciso ação imediata. Um primeiro teste dá positivo para o ébola, mas o médico não é informado.

Apenas às 17h00, veste o fato de segurança máxima, mas fica-lhe curto. Às 19h00, chega a confirmação: é mesmo ébola. O médico sabe pelos jornais e pede a transferência para o hospital de referência. Teresa Romero dá entrada no Hospital Carlos III ao início da madrugada.
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