Um primeiro tiroteio aconteceu ainda no Memorial Nacional da Guerra, em Otava. O homem entrou depois no edifício do Parlamento. Testemunhas falam em mais de vinte tiros que foram ouvidos, tendo morrido um dos soldados que fazem guarda ao monumento. De acordo com os meios de comunicação, a polícia abateu este atirador, mas manteve as buscas no edifício por suspeitar da existência de dois outros homens armados.As autoridades canadianas montaram um perímetro de segurança em redor do Memorial e do Parlamento.De acordo com testemunhas, um homem armado é o principal responsável pelo tiroteio. Foi perseguido pela polícia, havendo notícia de que foi abatido dentro do edifício do Parlamento, onde voltou a ser escutado novo tiroteio.Tony Zobl, uma das testemunhas dos acontecimentos, disse ter visto primeiro o soldado a ser atingido a tiro a partir da sua própria janela do quarto andar, mesmo por cima do Memorial aos Mortos da I Guerra Mundial, uma cripta de granito encimada de esculturas em bronze."Olhei pela janela e vi um atirador, um homem vestido de negro com um lenço sobre a boca e nariz e qualquer coisa também a tapar a cabeça. Segurava uma espingarda e disparou duas vezes sobre um dos militares que faziam a guarda de honra", explicou Tony Zobl à agência de notícias canadiana."O guarda de honra caiu e o atirador ergueu os braços em sinal de vitória", contou esta testemunha, para acrescentar que o homem de negro correu depois para o edifício do Parlamento.Um, dois ou três atiradores?Uma multidão de pessoas abandonaram o Parlamento canadiano numa correria descontrolada enquanto agentes da polícia munidos de armas de combate e esqueletos de proteção procuravam controlar a situação dentro e fora do edifício.De acordo com Tony Clement, secretário de Estado do tesouro, o atirador acabaria por passar a correr à porta de uma sala onde o primeiro-ministro se encontrava numa reunião com a equpa de legisladores do partido conservador."O primeiro-ministro estava a discursar, então ouviram-se tiros e uma enorme explosão. Foi ali mesmo à porta", explicou Clement numa declaração registada pela Reuters.Alguns meios de comunicação avançaram com a hipótese de mais de um atirador ter entrado no edifício, pelo que a polícia estava a revistar o Parlamento."Estamos ainda à procura de suspeitos agora. Não podemos garantir que se trata de 'suspeito' no singular, ou suspeitos no plural", declarou à Reuters o chefe da polícia, Marc SoucyO primeiro-ministro, Stephen Harper, deixou o edifício e encontra-se em segurança. A garatia foi deixada via Twitter pelo seu porta-voz, Jason MacDonald.

.@pmharper is safe and has left Parliament Hill.

— Jason MacDonald (@J_MacDonald_PC) October 22, 2014O parlamento encontra-se neste momento selado e rodeado por elementos das forças de segurança.Tiros foram ainda ouvidos num centro comercial próximo do edifício do Parlamento, de acordo com as informações da polícia de Otava. Os três locais dos tiroteios encontram-se circunscritos no espaço de pouco mais de mil metros. Polícia canadiana já estava em alertaEste incidente, que ocorreu cerca das 10 da manhã (hora local), acontece dois dias após dois soldados canadianos terem sido atropelados em Montreal por um simpatizante do extremismo islâmico. Um dos militares acabaria por morrer.

© Fornecido por RTP
Incidents occurred at National War Memorial, near the Rideau Centre and Parliament Hill this morning. #ottnews

— Ottawa Police (@OttawaPolice) October 22, 2014A polícia abateu o condutor do veículo, mais tarde identificado como Martin Couture Rouleau, de 25 anos, um cidadão de Sain-Jean-sur-Richelieu, que as autoridades garantem ter sido doutrinado pelos radicais. Foi também ele abatido.São episódios que dão razão de ser ao elevar do nível de alerta no país e que surgem num momento em que o tráfego apanhado nas redes sociais dava corpo às suspeitas das autoridades: tudo apontava estar em preparação um ataque de islamistas ligados à al Qaeda e ao Estado Islâmico.Por estas razões foram canceladas na cidade de Toronto as cerimónias de homenagem à jovem paquistanesa Malala Yousafzai, que este ano venceu o Prémio Nobel da Paz a meias com o indiano Kailash Satyarthi.
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