Várias investigações têm comprovado que as bebidas com hidratos de carbono influenciam positivamente o rendimento físico e intelectual dos atletas.

Os hidratos de carbono contribuem para o desempenho físico e intelectual, nomeadamente para a melhoria da resistência física, concentração e memória verbal dos atletas. A revista Medicine & Science in sports & Exercise publicou um estudo sobre o efeito das bebidas com hidratos de carbono no rendimento físico, quer em condições ambientais frias quer em condições mais quentes.

Tendo por base bebidas com concentrações de 0%, 2%, 4% e 6% de hidratos de carbono, os investigadores comprovaram que a ingestão de bebidas que continham 4% e 6% de hidratos de carbono melhoravam significativamente o desempenho dos indivíduos em condições ambientais frias. A partir dos 30ºC só as bebidas com 6% de hidratos de carbono mostram eficácia na manutenção da resistência dos atletas.

A partir dos 30 minutos de exercício é necessário compensar a perda de líquidos e depois do exercício físico deve-se restabelecer a função fisiológica, cardiovascular, muscular e metabólica, repondo as perdas de líquidos, escreve o ABC.

Se a desidratação é superior a 2%, é recomendável ingerir bebidas – mesmo sem se ter sede – e colocar mais sal nos alimentos. É por isso que as bebidas desportivas contêm sódio e hidratos de carbono e também devem ser ingeridas no final do treino. Nesse sentido, a Research in Sports Medicine publicou um estudo que concluiu que as bebidas com hidratos de carbono ajudam a restabelecer certos marcadores plasmáticos e urinários de hidratação dos atletas depois da prática de exercício físico.

Também um grupo de investigadores da Universidade de Barcelona comprovaram que a ingestão conjunta de cafeína e glucose tem efeitos benéficos na atenção e na aprendizagem, assim como na memória verbal. Trata-se de uma das principais conclusões do estudo publicado na Human Psychopharmacology: Clinical and Experimental.

Do mesmo modo, os investigadores consideram que, quando estas substâncias são fornecidas individualmente, os efeitos benéficos são reduzidos, em comparação com a ingestão conjunta de  cafeína e de glucose.

Os especialistas alertam, contudo, para a importância de equilibrar a energia do que comemos e bebemos (calorias) com a que gastamos através da actividade física diária. As recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), que datam de 2002, indicam que o consumo de açúcares deve representar menos de 10% da ingestão diária de calorias total.
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