© Fornecido por Jornal i
As cafetarias e restaurantes dos museus têm características diferentes mas quase sempre um traço comum entre a arquitectura e a natureza, o charme e a beleza do meio envolvente. Dependendo do espaço, do muito ou pouco sucesso de cada um dos museus, também estes espaços ondulam ao sabor da casa-mãe. Há recantos escondidos, jardins secretos e outros atributos surpreendentes que fazem destes destinos pontos de convergência. Quem já conhece os museus não precisa de pagar bilhete para os conhecer

Museu do Chiado. O sossego em pleno centro

As esculturas de Jorge Vieira dos anos 50 decoram o espaço exterior da cafetaria do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, criando um espaço de reflexão e, em pleno centro de Lisboa, um sossego improvável numa esplanada sobre o jardim das esculturas.

Apesar de alguma frugalidade da ementa – saladas, salgados, prato do dia e vinhos – a responsável do espaço, Cláudia Lopes, organiza, com marcação, jantares de grupo. Lembra-se, ou não fosse ela filha do realizador português de “Belarmino”, Fernando Lopes, dos jantares de fim de rodagem de alguns filmes. Foi o caso de um filme recente de António Pedro Vasconcelos ou do elenco de “Os Maias”, que ali celebrou o final da rodagem.

A cafetaria que acolhe o espaço exterior surge como uma espécie de extensão do actual museu, com arquitectura moderna, quase minimalista, num projecto assinado pelo arquitecto Jean-Michel Wilmotte. Com uma equipa dirigida pela historiadora de arte Raquel Henriques da Silva, o arquitecto redefiniu o museu tal como se apresenta desde a sua reinauguração, em 12 de Julho de 1994. Antes foi o escultor Diogo Macedo como director do museu que, em 1945, o abriu ao público, com entrada independente pela Rua Serpa Pinto, em Lisboa.

A própria cafetaria/restaurante tem uma entrada independente do museu, própria, para a mesma rua.

No local, entre outros eventos, decorrem há cinco anos as Noites de Verão no Museu do Chiado.Rua Serpa Pinto, 4 Lisboa10h00-18h008€-10€Encerra à segunda-feira

Museu do Azulejo. Frescura verdejante a oriente de Lisboa

A frescura e a vegetação quase luxuriante da esplanada – com uma estrutura de ferro – do restaurante do Museu do Azulejo e a fonte ao fundo com tartarugas convida ao relaxamento. No restaurante a gastronomia tradicional portuguesa tem os seus pontos altos aos sábados, com arroz de pato e, aos domingos, com o bacalhau com broa.O museu e o restaurante fazem parte da estrutura do Convento do Beato.Rua Madre Deus, 4 Lisboa10h00-18h0015€-20€Encerra à segunda-feira

Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva. Jardim alfacinha

Alguns azulejos de Vieira da Silva decoram o espaço da cafetaria/restaurante da fundação, que propõe, entre outras refeições, petiscos e algumas especialidades como o prego de lombo de vaca maturado. Teresa Frazão, responsável do espaço, dedica-se à confecção de todos os pratos num espaço que vai ser alargado com um lounge onde os visitantes podem tomar uma bebida.Algumas remodelações obrigam a cafetaria a reabrir dentro de um mês.Praça das Amoreiras, 56 Lisboa10h00-18h008€-12€Encerra à segunda-feira

Museu do Traje. Romantismo e privacidade num só espaço

As pequenas salas com apenas uma mesa no Restaurante Terraço Monteiro-Mor, parecem especiais para um jantar a dois. Da janela vêem--se os jardins e a vasta propriedade do Museu do Traje, quase nos limites de Lisboa. A história é de família. Rita Câmara mantém a concessão da mãe negociada com o Museu do Traje há 38 anos. Foi o primeiro restaurante de museus no país e o único a manter a concessão tanto tempo. Conta que já são as segundas gerações a vir ao restaurante.A história do Paço do Lumiar recua ao século xiii, mas a partir do século xviii a freguesia passou a ser conhecida como um local de nobres e importantes quintas, olivais e vinhas. A atmosfera está presente e a esplanada e o próprio restaurante, num estilo neogótico, albergam um refúgio do bulício quotidiano da cidade.No Restaurante Terraço Monteiro-Mor a cozinha é tradicional portuguesa e aposta em receitas antigas. O bife de lombo ou o bacalhau com o nome da casa parecem reunir as preferências dos visitantes, que se dividem entre os que passam pelo museu ou os que, de propósito, se ficam pelo restaurante.O espaço do Restaurante Monteiro-Mor está preparado para organizar festas, casamentos e baptizados, ou simples jantares de grupo, com capacidade até 150 pessoas.O Museu Nacional do Traje, criado em 1976, está instalado no Palácio Angeja-Palmela e tem anexo o Parque Botânico do Monteiro-Mor.Largo Júlio Castilho, Lisboa10h00-18h0014€-16€Encerra à segunda-feira

Museu de Arte Antiga. O Tejo todo num olhar sereno

É uma das mais abrangentes paisagens sobre o rio Tejo e há quem lhe chame o jardim secreto de Lisboa.Os arcos em tijolo e a pedra dominam  um restaurante com duas esplanadas no jardim. Na ementa, as saladas, as quiches e os crepes não substituem o bacalhau com broa da Dona Hermínia todos os domingos. Não é sempre, mas por vezes as exposições influenciam os pratos como a última, sobre Itália.Rua Janelas Verdes, Lisboa10h00 - 17h3012€ - 16€Encerra à segunda-feira

Museu do Fado. Variedade de espaços e propostas

Uma vez por semana, à noite, o fado aparece no restaurante Travessa do Fado, junto ao museu criado para homenagear os artistas deste género.Um espaço em ferro e vidro com uma esplanada em calçada portuguesa com vista para um dos largos mais emblemáticos de Alfama.O responsável, Patrik Lencastre, não teve dúvidas em eleger os petiscos tradicionais portugueses em forma de tapas como as propostas principais.Largo do Chafariz de Dentro, 1 Lisboa10h00-17h3020€-25€Encerra à segunda e terça-feira

Centro de Arte Moderna – Fundação Calouste Gulbenkian. Um oásis na cidade

Além da profusão de visitantes que diariamente frequentam o Centro de Arte Moderna (CAM) e as iniciativas propostas pela Calouste Gulbenkian, os colaboradores das centenas de escritórios e serviços em redor sabem que ao almoço podem equilibrar o stresse acumulado.No restaurante, o responsável, João de Deus, há 31 anos à frente na gestão, aponta o sucesso do buffet de cozinha tradicional portuguesa. São mais de 100 variedades diferentes num espaço com esplanada sobre os jardins. Garante que “o serviço é um dos melhores que conhece na cidade”.Rua Nicolau de Bettencourt, Lisboa12h00-17h458€-12€Encerra à segunda-feira

Porto

Museu Soares dos Reis. Pátio dos sabores

A cafetaria fica numa sala com arcos de pedra, com uma vista deslumbrante para o pátio interior. A gerente, Elisabete Barbosa, refere que “quem vai ao museu não dispensa uma visita à cafetaria, mas há cada vez mais quem vá apenas para almoçar”.Todos os dias há um prato de peixe, um de carne e um prato vegetariano, sempre acompanhados com saladas frescas.As sobremesas são todas caseiras e confeccionadas com frutas da época.Rua D. Manuel II, 44, Porto10h00-18h0014€-16€Encerra à segunda-feira

Fundação de Serralves. Comer com Álvaro Siza

A arquitectura do Pritzker Álvaro Siza Vieira só por si seria uma assinatura de sucesso para qualquer espaço. Mas o restaurante de Serralves, com 80 lugares sentados, e a esplanada, que acolhe até 50 pessoas, esforçam-se por se diferenciar dos restantes espaços, numa aposta definida. Para uma das responsáveis, Teresa Moreira, o restaurante “é um projecto gastronómico de referência em Portugal, que representa um factor de atractividade e, consequentemente, de visita à fundação”.

Apesar de os pratos nem sempre acompanharem as exposições, o chefe Fernando Santos confecciona pratos temáticos cada vez que há uma inauguração. Teresa Moreira recorda que no passado dia 7 de Outubro a presença de uma artista plástica iraniana foi o mote para uma série de propostas gastronómicas do Irão. A retrospectiva do contador de histórias Juan Muñoz foi outro pretexto para mais uma ronda na gastronomia espanhola.

O restaurante está rodeado dos jardins de Serralves, que foram alvo de uma intervenção que inclui o espaço verde projectado em 1932 por Jacques Gréber, entre outras áreas como os limites sul e sudeste, com características agrícolas, e a mata localizada a oeste.Num espaço em que a comunhão com a natureza é promovida pelas oficinas das férias escolares, das famílias ao domingo e das visitas guiadas das famílias às exposições, acabam por determinar, de certa forma a clientela do restaurante.Rua Dom João de Castro, 210 Porto10h00 - 19h0014€ - 16€Não encerra

Museu dos Transportes. À boleia dos congressos

Apesar de, por princípio, a cafetaria estar fechada aos fins-de-semana, a responsável, Mónica Novais, explica que no último mês esteve quase sempre de portas abertas. Naquele espaço funciona o centro de congressos e “quando há eventos a cafetaria está aberta”, garante.A oferta oscila entre as sandes, as saladas e a sopa, mas a agenda do centro pode significar mais variedade.Rua Boa Nova, Porto15h00-19h0014€-16€Encerra aos fins-de--semana e às segundas
Axact

Axact

Vestibulum bibendum felis sit amet dolor auctor molestie. In dignissim eget nibh id dapibus. Fusce et suscipit orci. Aliquam sit amet urna lorem. Duis eu imperdiet nunc, non imperdiet libero.

Post A Comment:

0 comments: