(Reuters)
Estivadores de Antuérpia, 'hooligans' e militantes de extrema-direita foram acusados hoje de estarem na origem dos violentos incidentes que marcaram a manifestação contra a austeridade, na quinta-feira em Bruxelas, na qual foram feridos à volta de cem polícias.

"Sabemos de quem se trata. É claro que havia estivadores de Antuérpia, pessoas que tinham grandes anoraques 'Haven van Antwerpen' (Porto de Antuérpia em flamengo), e havia também 'hooligans', arruaceiros, pessoas provavelmente de extrema-direita", declarou o burgomestre de Bruxelas, Yvan Mayeur, na televisão pública RTBF.

"O seu objetivo era partir Bruxelas", adiantou, indicando que tem a intenção de apresentar queixa.

O 'site' especializado em vigilância da extrema-direita Résistances.be revelou, por seu turno, a presença entre os desordeiros de dois neonazis holandeses, Eite Homan e Karl-Jan Walle, fotógrafos no local dos incidentes.

No final de uma manifestação pacífica de mais de 100.000 pessoas em Bruxelas contra as medidas de austeridade do novo governo de direita de Charles Michel, várias centenas deixaram a marcha, perto da estação do Midi, para atacarem a polícia.

Entre eles, numerosos homens tinham a roupa de trabalho dos estivadores dos portos de Antuérpia, mas também de Gand e de Zeebruges.

Durante mais de duas horas lançaram foguetes de sinalização, pedras e garrafas de vidro contra os polícias, que responderam com gás lacrimogéneo e canhões de água.

Os desordeiros incendiaram 11 veículos e danificaram cerca de 60 outros, disseram hoje as autoridades.

A polícia, que contou uma centena de feridos nas suas fileiras, deteve 43 pessoas.

Dois homens, suspeitos de terem ferido quatro e cinco polícias, respetivamente, foram processados e outros autores de violências estão a ser identificados, informou hoje a procuradoria de Bruxelas.


Lusa
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