Quatro anos depois do escândalo que envolveu José Sócrates e a afastou da TVI Manuela Moura Guedes volta a confrontar o poder. Agora como comentadora de televisão. Fomos ouvi-la para saber se mudou.
João Lima
Manuela Moura Guedes está de volta à cena política, na pele de comentadora no programa "Barca do Inferno [na RTP Informação]. Numa entrevista dada ao Expresso, publicada este sábado na Revista, Manuela Moura Guedes chega a dizer que prefere Passos Coelho a José Sócrates. "Sócrates tem rabos-de-palha que nunca mais acabam. Quanto a Passos Coelho só vejo agora esta da Tecnoforma. E não comparo. É que não comparo mesmo!"
Numa longa conversa a jornalista diz que não se leva a sério, mas também que tem de ser a melhor em tudo. Reconhece que o país não estava preparado para o seu estilo crispado e "à bruta" de confrontar o poder. Mas acha que cumpriu uma missão e que "nunca há longe demais" quando se trata de apurar a verdade e porque "seja quem for que esteja no poder tem de ser escrutinado". Sem papas na língua e sem freios, como lhe é hábito, Manuela Moura Guedes assume que não esqueceu o passado, nem apagou as cicatrizes do caso "Sócrates" que a atirou para o desemprego, a reclusão e a depressão.
"Se de repente o chão desaparece e o céu cai em cima, não há ninguém que seja forte. Foi uma coisa de tirar a respiração. Um primeiro-ministro sente-se mal à beira das eleições e uma empresa privada chuta uma editora de um jornal. E depois fica tudo na mesma. Estão-se nas tintas. A ERC acha tudo normal e até muitos jornalistas se puderam do lado do primeiro-ministro, achando que era um coitadinho, que foi perseguido". E vai mais longe nas críticas ao antigo primeiro-ministro. "As instituições, em determinada altura, são ocupadas a jeito. E a Procuradoria-Geral da República foi ocupada a jeito. Sócrates, Deus do céu, fez o que quis com a Procuradoria! Com processos arquivados sem ser ouvido sequer, quando era o principal visado! Querem coisa mais espantosa? E tudo se passa sem que as pessoas se questionem". Mas ressalva que fez o seu trabalho para apurar a verdade. "Nunca tive a intenção de fazer mal a Sócrates". Quanto ao que as pessoas podem esperar dela nesta sua nova faceta de comentadora nas noites de segunda-feira atira: "Sou um cromo de televisão! Espero que as pessoas acreditem que eu vou dizer aquilo que penso. Não estou posicionada em à esquerda, nem à direita. Não estou mesmo. E dou-me ao luxo de poder criticar um e o outro".
João Lima
Manuela Moura Guedes está de volta à cena política, na pele de comentadora no programa "Barca do Inferno [na RTP Informação]. Numa entrevista dada ao Expresso, publicada este sábado na Revista, Manuela Moura Guedes chega a dizer que prefere Passos Coelho a José Sócrates. "Sócrates tem rabos-de-palha que nunca mais acabam. Quanto a Passos Coelho só vejo agora esta da Tecnoforma. E não comparo. É que não comparo mesmo!"
Numa longa conversa a jornalista diz que não se leva a sério, mas também que tem de ser a melhor em tudo. Reconhece que o país não estava preparado para o seu estilo crispado e "à bruta" de confrontar o poder. Mas acha que cumpriu uma missão e que "nunca há longe demais" quando se trata de apurar a verdade e porque "seja quem for que esteja no poder tem de ser escrutinado". Sem papas na língua e sem freios, como lhe é hábito, Manuela Moura Guedes assume que não esqueceu o passado, nem apagou as cicatrizes do caso "Sócrates" que a atirou para o desemprego, a reclusão e a depressão.
"Se de repente o chão desaparece e o céu cai em cima, não há ninguém que seja forte. Foi uma coisa de tirar a respiração. Um primeiro-ministro sente-se mal à beira das eleições e uma empresa privada chuta uma editora de um jornal. E depois fica tudo na mesma. Estão-se nas tintas. A ERC acha tudo normal e até muitos jornalistas se puderam do lado do primeiro-ministro, achando que era um coitadinho, que foi perseguido". E vai mais longe nas críticas ao antigo primeiro-ministro. "As instituições, em determinada altura, são ocupadas a jeito. E a Procuradoria-Geral da República foi ocupada a jeito. Sócrates, Deus do céu, fez o que quis com a Procuradoria! Com processos arquivados sem ser ouvido sequer, quando era o principal visado! Querem coisa mais espantosa? E tudo se passa sem que as pessoas se questionem". Mas ressalva que fez o seu trabalho para apurar a verdade. "Nunca tive a intenção de fazer mal a Sócrates". Quanto ao que as pessoas podem esperar dela nesta sua nova faceta de comentadora nas noites de segunda-feira atira: "Sou um cromo de televisão! Espero que as pessoas acreditem que eu vou dizer aquilo que penso. Não estou posicionada em à esquerda, nem à direita. Não estou mesmo. E dou-me ao luxo de poder criticar um e o outro".


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