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Quinze mil pessoas marcharam quarta-feira no centro da Cidade do México, numa procissão liderada pelos familiares dos 43 estudantes desaparecidos há duas semanas. O movimento estendeu-se a 20 estados mexicanos e chegou ainda a outros nove países.

Os manifestantes exigem que o Governo encontre os estudantes e que se faça justiça quanto aos políticos e autoridades ligados ao crime organizado. Os familiares dos desaparecidos, que lideraram a marcha pela capital mexicana, carregavam fotografias das vítimas enquanto entoavam palavras de ordem: "Eles levaram-nos vivos. Nós queremo-los vivos".

Entre os participantes da manifestação estiveram também contingentes de várias universidades da Cidade do México, bem como professores, sindicalistas e ativistas. Mezli Miranda, um estudante de medicina de 22 anos, disse que "este tipo de coisas não pode continuar a acontecer", acreditando que os protestos poderão "acordar as pessoas para a realidade".

Além dos 15 mil que desfilaram na capital, outros milhares reuniram-se em Chilpancingo, capital do estado de Guerrero, num bloqueio ao trânsito da principal autoestrada que faz a ligação entre Acapulco e a Cidade do México. A nível nacional, os protestos chegaram a 20 dos 32 estados do México, com destaque para Oaxaca, Veracruz, Morelia e Guerrero. Foi ainda organizada uma marcha silenciosa pelo Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) na cidade de San Cristobal de las Casas.

Em termos exógenos, e de acordo com a estação de televisão mexicana Milenio TV, nove países aderiram ao movimento, incluindo um grupo que se manifestou junto à embaixada mexicana em Londres.

Os 43 estudantes estão desaparecidos desde 26 de setembro, depois de terem estado envolvidos em confrontos com a polícia de Iguala, Guerrero. Os agentes dispararam sobre três autocarros onde os estudantes se encontravam, fazendo seis mortos e 17 feridos. Após o ataque, testemunhas garantem ter visto 43 jovens a serem levados em carros da polícia.

Vinte e dois agentes foram de imediato detidos pelo governo do estado de Guerrero, sob acusação de homicídio. Não tardou para que surgissem suspeitas de um possível envolvimento entre a polícia de Iguala e o cartel 'Guerreros Unidos'.

As esperanças de encontrar os estudantes com vida sofreram no passado sábado um rude golpe, quando as autoridades descobriram uma vala clandestina com 28 cadáveres. Os corpos estão a ser submetidos a testes forenses para se apurar a identidade dos mesmos.
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