A mãe de Joana Barroso, Mariana Barroso, tem esperança de ainda poder fazer uma pergunta a João Miguel Gouveia, o único sobrevivente da tragédia do Meco: "Gostava de lhe perguntar porque era tão mau a praxar a minha filha e porque é que a humilhava tanto. As amigas contaram-me a forma como ele a tratava. E isso vai saber-se daqui para a frente."

O juiz de instrução do Tribunal de Setúbal Nelson Escórcio aceitou avaliar a investigação e ouvir quatro testemunhas que até agora nunca foram inquiridas. Os pais têm esperança. "O João Gouveia nunca nos respondeu. Uma vez a irmã ligou-me e eu só tive tempo de fazer duas perguntas. Disse que depois entravam em contacto comigo. Ainda hoje continuo à espera. Isto já foi há dez meses", contou Maria Assunção Horta, mãe de Carina Sanchez.

Os pais das seis vítimas colocaram, ontem de madrugada, uma coroa de flores na praia, precisamente quando se completaram dez meses da tragédia. As lágrimas voltaram aos rostos dos pais. "Perdi a minha filha. Tem sido doloroso viver estes meses sem ela e não consigo perceber como é que o João não nos esclarece o que realmente aconteceu", disse António Soares, pai de Catarina. Os familiares insistem que há um vazio temporal. Os pais dizem que não percebem o que se passou entre a meia-noite e a uma da manhã, altura em que os jovens são engolidos por uma onda gigante.

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Fátima Negrão garante que nunca vão parar de lutar pela verdade. "Vamos lutar até ao fim. Foi o que fizemos até agora. Não vamos ficar sem respostas."

Nenhum representante da Universidade Lusófona, onde os jovens estudavam, esteve na homenagem que começou na casa arrendada de Aiana de Cima e terminou na praia do Meco.
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